P.O.V Justin.
Fui para a frente da casa e andei até o meio da rua. Todo o pessoal que estava dentro da piscina veio me ver, e um sussurrava para outro coisas do tipo "ele perdeu na batalha de bebidas e vai ter que se mostrar para todo mundo", "ele desistiu e estava competindo com uma garota" e "era só licor de pimenta, ele é um fraco". Não dei ouvidos e virei de costas. Abri meu cinto e bem lentamente desci minha calça, ouvi algumas risadas baixas e fiz o mesmo movimento na minha cueca até chegar em meus pés.- Levanta essa camiseta, meu amor. Não estamos vendo a belezinha que você tem aí atrás! - Reconheci a voz.
É de Ana.
Bufei e fiz o que ela pediu. Segurei a aba da camiseta e empinei a bunda para que todos que quisessem ver, vissem. Estou na chuva, então que mal tem me molhar? Alguns me filmavam com seus iPhones, outros só riam e a maioria encarava sem ter certeza do que estava vendo. Inclusive Anastasia.
- Nossa, é impressão minha ou dá pra ver o...?
- Caramba, ele nem virou e já é desse tamanho.
- Imagina isso dentro de você - disse uma amiga no ouvido da outra e não consegui me conter, dando uma risada leve.
Me virei e tirei a camiseta de vez, rodando-a por cima da cabeça.
- UHULLL! - Gritaram alguns deles e, vendo meu pênis, a maioria de garotos voltou pra casa.
Rebolei, fiz movimentos de vai e vem com o quadril e dei tapas na minha bunda. Consegui me divertir com a consequência, até porque não ia ser tão legal levar tudo a sério. Em meio a sorrisos tímidos e olhar misterioso, Ana fez um sinal com a mão mostrando que eu já podia parar. As garotas estavam com as mãos na boca pra tentar conter o riso e foram pra piscina, sala e cozinha. Anastasia veio até a mim e ficou na minha frente de braços cruzados.
- Não tem graça, você nem ficou envergonhado - sorri.
- Eu sou bom nessas coisas, Ana.
- O que? Strip na frente de pessoas da faculdade?
- É, pode ser - dei de ombros levantando um pouco mais minha calça e fechando o cinto logo em seguida.
- Parabéns, Justin Bieber. Você é muito corajoso.
Ana é minha melhor amiga e tenho muito orgulho de dizer isso. Ainda não sei se serei capaz de fazer com ela o que eu e Chaz combinamos. Ela nunca me contou suas transas, ou seja, provavelmente é virgem. Seria muita sacanagem tirar a virgindade dela dentro de um quarto de hóspedes, e pior ainda, com ela estando bêbada. Preciso pensar.
- Você só tomou alguns copos de licor e já tá meia feliz, acho melhor parar - avisei enquanto nós voltávamos pra casa. Pus minha camiseta e a encarei.
- Qual é, gatinho, vai ficar me regulando? Estou sozinha em casa, solteira, e tem cada gato aqui - ela sussurrou com malícia e mordeu o lábio inferior, olhando em volta. - Quero ver se encontro algum companheiro, ultimamente me sinto sozinha - fez biquinho. - Ah, obrigada - disse ela quando Ryan lhe deu um copo vermelho com uma bebida da cor creme dentro. O olhei, e Ana deu um gole. Pela sua cara, gostou do gosto.
- É vodka com Amarula e leite condensado. O mundo! - Disse ele me entregando outro copo e nós três brindamos.
- Ryan, posso te mandar um papo legal? - Perguntou Ana e colocou o braço em meu ombro para se apoiar. Abracei sua cintura.
- Claro, fala aí - respondeu ele.
- A Lilly é muito afim de você. Acho que "muito" nem define realmente o que ela sente. A garota é fascinada por cada qualidade e defeito seu. Você deveria dar uma chance a ela - Ryan passou a língua nos lábios.
- Eu não quero nada sério com ninguém, Ana, pelo menos por enquanto. E sei que é isso que sua amiga quer.
- Tá, mas e daí? Vai que enquanto vocês ficam você acaba gostando um pouco mais dela... Você nunca vai saber se não tentar.
Levantei as sobrancelhas. As vezes a Ana fala coisas tão filosóficas que fica mais poética que Clarice Lispector. Aguardei a resposta dele.
- O que você acha, Justin?
- Ah, sei lá, a Lilly é muito legal e bonita também. Você deveria seguir o conselho da Ana.
- Awn, obrigada! - Ela colocou a mão em meu rosto e beijou minha bochecha bem forte. Até chegou a doer, mas é uma dor boa. Ri.
- Onde ela está?
- Eu não sei - respondeu Ana, passando os olhos pela sala. - Vou procurá-la e já volto aqui - ela se afastou um pouco de mim e segurei seu braço.
- Toma cuidado - sorriu.
- Pode deixar, papai - ela mostrou a língua e passou em meio as pessoas em busca de sua melhor amiga. Ryan cutucou meu ombro levemente.
- E aí, já sabe o que vai fazer com ela? - O olhei sem entender. - Você sabe, a aposta...
- Ah, eu estava pensando nisso agora - dei um primeiro gole na bebida, é doce e queima ao mesmo tempo. Duas sensações maravilhosas. - Não sei o que vou fazer. Tenho medo de estragar nossa amizade. E achei mais estranho ainda o Chaz me mandar filmar.
- Mas você já tomou alguma atitude? Quer dizer, já começou alguma coisa?
- Coloquei uma câmera escondida na cabeceira do quarto de hóspedes mas... - suspirei. - Eu tô com medo. Ana é importante demais pra mim e não quero estragar tudo em uma bendita noite.
- Você vai estar bêbado, e além de tudo é homem. Vale lembrar que Anastasia é uma gostosa e dá pra ver que quer se divertir essa noite. Dê um assunto pra ela falar com a tal Lilly amanhã - Ryan sorriu, divertindo-se.
- Ótimo conselho - falei debochado.
- Siga o da sua própria amiga, Justin: você nunca vai saber se não tentar.
P.O.V Anastasia.
Depois de rondar quase todo o primeiro andar daquela casa, finalmente encontrei Lilly. Ela estava num canto da cozinha falando no telefone, depois que desligou fez cara de irritada e colocou seu copo na boca, bebeu tudo de uma vez só. Corri até ela e segurei seu pulso com força, puxando-o para baixo. A olhei.- Enlouqueceu? Vai devagar! - Falei um pouco irritada.
- Era minha mãe, essa pé no saco. Acredita que me mandou ir embora 1h00? Nem a pau saio daqui - ela tirou o pulso de mim e cruzou os braços, puta da vida. A mãe dela faz o estilo super protetora, só falta colocar um aparelho GPS dentro da Lilly.
A abracei delicadamente e sorri em seu ouvido. Sussurrei:
- Tenho uma notícia que vai te animar muito.
- O quê?
- Só digo se tirar essa carinha de emburrada.
Fiquei em sua frente e havia um sorriso enorme em seu rosto. Era meio falso mas mesmo assim valia.
- Eu estava com Justin, lá na sala... - ela revirou os olhos, bufando. - Quando de repente apareceu um garoto branquinho, loiro e de olhos azuis chamado Ryan... - sua expressão mudou totalmente. Agora havia todo tipo de emoção envolvendo nós duas. - Eu conversei um pouquinho com ele e digamos que consegui fazer com que ele te dê uma chance, ou seja...
- Ou seja... - ela repetiu com as mãos grudadas uma na outra, parecia uma criança esperando seu sorvete.
- ESSA NOITE VOCÊS FICAM! NÃO É DEMAIS?! - Mostramos todos os dentes e começamos a dar pulinhos, várias pessoas olharam para nós mas não nos importamos. Essa é a notícia do século!
- Tem noção de quanto tempo fico tentando fazer isso acontecer? Meu Deus, vai ser maravilhoso, eu não tenho palavras pra te agradecer.
- Mas eu sei o que pode fazer. Não desgruda daquele menino por nada, conquista ele custe o que custar. Use suas maiores armas, inclusive isso - apontei para sua vagina e ela riu envergonhada.
- Idiota, não sou de prender homem assim.
- Eu sei, mas por uma noite não tem problema.
- E você, pretende perder a virgindade hoje? - Coloquei a mão em sua boca, bebendo um gole de minha Amarula batida em seguida. Ela me olhou sem entender.
- Fala mais alto porque acho que a outra metade de Nova York ainda não ouviu que nunca dei pra ninguém - ela riu.
- Foi mal. Mas é sério, acho que já está na hora, você tem 18, Ana.
- Acho a mesma coisa mas...
- Não vem com essa de "nhenhenhe preciso esperar o cara certo blablabla não estou preparada". Você ainda vai transar várias vezes, por que precisa esperar um príncipe encantado de mentira aparecer? Rompe logo esse cabaço, mulher! - Gargalhei com o jeito que ela falou e olhei para o lado. Um garoto que vi rapidamente quando cheguei na festa estava ali. - Ele é bem bonito - comentou ela.
- Também acho.
- E pelo volume na calça o amiguinho também é - riu, travessa.
- Só porque vai ficar com Ryan fica cheia de safadeza. Se controla.
- Olha, não quero te pressionar nem nada, mas vai que ele é um garoto legal? Desgruda um pouco do Justin, conheça gente nova. Ele parece ser um bom partido - a encarei de um jeito confuso.
- Não estou a procura de um namorado.
- E que tal uma noite de sexo? - Rimos juntas e ele começou a me encarar. Em passos lentos ele foi chegando perto de mim e Lilly percebeu rápido. - Bom, acho que vou falar com Ryan, sabe...
- Sua vadia, não acredito que vai me deixar sozinha logo agora.
- Principalmente agora, meu amor. E pra deixar essa chatice toda de lado, toma aqui - ela pegou meu copo vazio e me deu um cheio, agora com uma bebida rosa. - Espero que esse te deixe mais solta, porque você precisa mostrar a outra Anastasia que está escondida dentro de você. Acho que só o álcool vai libertá-la - sussurrou por último e piscou, saindo dali rapidamente.
Me encostrei na bancada e dei o primeiro gole. Quando olhei para cima o garoto estava na minha frente, bem perto. Seus olhos têm um brilho pequeno no cantinho e seu sorriso é diferente dos outros. Lábios bem definidos e bochechas coradas. Por que diabos estou reparando tanto nos detalhes?
- Oi... - Disse sem jeito, cumprimentando-me.
- Oi - sorri respondendo no mesmo tom. - Meu nome é Anastasia, mas pode me chamar de Ana.
- O meu é Matt, prazer. Estudamos na mesma faculdade?
- Sim, acho que sim - ri mais uma vez. Droga. Preciso mesmo beber. Dei um gole longo e percebi que ele arregalou os olhos, mas disfarçou olhando para o chão. - Faço arquitetura.
- Por isso nunca nos esbarramos, minha área é advocacia.
- Mesma sala do Ryan, certo?
- Isso - sorriu.
- Legal.
- Está gostando da festa? - Que pergunta tosca. Com certeza ele não sabe o que perguntar.
- Uhum, eu estava mesmo precisando me divertir. As provas foram semana retrasada e não sei se me dei muito bem.
- Nem eu... - Deu de ombros. - Mas espero que sim. - Rimos fraco.
- Pois é.
- E AÍ GALERA? ME CHAMO DAN E VOU SER SEU DJ ESTA NOITE - Ouvimos alguém dizendo isso do lado de fora. Fomos para perto da porta e o DJ estava perto da churrasqueira, no jardim. - VOU TOCAR AS MÚSICAS MAIS FODAS QUE VOCÊS JÁ OUVIRAM E QUERO VER TODO MUNDO LOUCO! - Gritaram em resposta e ele sorriu. A música "Scream and Shout" começou a tocar.
- Caramba, eu adoro essa música! O que acha de irmos dançar?
- Eu não sei muito bem - ele passou a mão no cabelo, sem jeito.
- Para, eu te ensino! - Ri. - Vem.
O puxei pela camiseta, intrometida, e fomos para o meio do jardim, onde se encontravam as pessoas que mais dançavam. Garotas roçavam em seus namorados e sussurravam coisas pervertidas em seus ouvidos. Fiquei de frente para Matt e ele só se mexia devagar de um lado para o outro. Sorri.
- O que foi? - Perguntou ele.
- Só deixa a batida te levar e seu corpo vai corresponder. Olha.
Coloquei os dedos indicadores para cima e fiz movimentos para baixo repetidamente enquanto balançava os quadris sensualmente, em seguida dei reboladas lentas e rodei entre mim mesma. Coloquei meu cabelo para trás, segurei-o e fui até o chão sem me apoiar em absolutamente nada. Matt e alguns garotos observavam atentamente. Subi na mesma velocidade e olhei para Matt, em seguida repeti com Britney:
- Will.i.am and Britney Bitch - mordi o lábio inferior e sorri, ele havia gostado.
- Será que meu corpo vai fazer o mesmo que o seu? Seria meio gay pra um garoto - rimos.
- Deixa de ser bobo e tenta, vamos. Eu te ajudo.
- Posso pedir toda a ajuda que eu quiser? - Ele se aproximou de um jeito que nossos olhares se encontraram e, se eu desse meio passo para frente, colaria meu corpo no dele. Respirei fundo e tomei coragem para responder.
- Sim, é só pedir.
- Anastasia? - Uma voz masculina disse e todos os meus músculos esfriaram.
Merda.

porra justin!!!!!!!!!!!!!!!!!!! esse menino é um pitelzinho, não sei com quem eu quero que ela fique a]çda]~dç continua
ResponderExcluireu ameiii leeer isso , nao gosto muito de ler mas me amarrei nessa historia . nuuiiiitooo booom
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