13 de fevereiro de 2013

Troublemaker; Capítulo 5 — Let's party.

 
P.O.V Anastasia.
- All I wanna do is love your body, oh oh oh oh oh oh oh oh oh - eu cantarolava enquanto passava o rímel lentamente em meus cílios do olho esquerdo. Lilly estava tomando banho a mais de 20minutos. Diz ela que é pra lavar até a alma e se renovar. Sorrio com o pensamento.
- AMIGA, CADÊ A TOALHA? - Gritou ela, e quando olhei para baixo estava enrolada no meu corpo.
- Já vou buscar, pera aí - corri até o quarto da mamãe e peguei uma dentro do armário, voltei e fui até ela, dando-lhe em sua mão.
- Valeu - disse ela e começou a se secar.
Fiquei de frente para o espelho e continuei a maquiagem. Passamos o dia inteiro no shopping e comprei um vestido rosa, salto alto e algumas jóias levinhas pra dar um charme. Nunca vi uma pessoa tão indecisa quanto Lilly. Precisamos passar por 6 lojas até ela escolher um que prestasse em seu corpo, mas pra mim todos os de antes ficaram perfeitos. Ela come apenas coisas saudáveis pra manter-se em forma, coisa que eu não consigo. Meus pais viajaram no final da tarde, saíram daqui 5horas e deixaram tudo nos conformes. Comida na geladeira, refrigerantes na dispensa e muito Kit Kat em cima da bancada. Resumindo: não preciso de mais nada. Além disso mamãe deixou o cartão de crédito dela comigo, e pediu para que eu não conte nada pro papai. O que ela pede que eu não faço, certo? Dei um sorriso e peguei o blush, passando-o com cautela pelas minhas duas bochechas, deixando-as rosadas.
- Parece até que foi a praia - disse ela andando pelo quarto e tirando suas coisas de dentro das bolsas de compras. A encarei.
- E você parece uma stripper.
- Nossa, pra que ficar na defensiva desse jeito? - Ela fez biquinho como se fosse uma pobre coitada e mostrei a língua.
Decidi passar o gloss por último e fiquei ao lado de Lilly, pegando minhas peças. Sentei-me na cama e coloquei o salto prata, depois estendi as pernas e fiquei olhando para eles.
- São lindos, não é?
- Parece que criaram especialmente pra você - respondeu ela, sorridente, enrolando a toalha no cabelo para secá-lo e indo se maquiar.
- E sabe o que é melhor? - Ela me olhou através do espelho esperando a resposta. - Só existem 5 desses no mundo, é 1 deles é meu.
Rimos como duas abobalhadas e me encaminhei até o banheiro. Deixei Lilly se arrumando sozinha, ela conhece todos os cantos da casa e se precisar da minha ajuda para alguma coisa, chama. Peguei o secador e uma escova especial, liguei-o na tomada e comecei a rodá-lo em volta da minha cabeça enquanto a escova passava bem devagar entre minhas mechas. No final eu a enrolava, soltava e se formavam cachinhos meigos e dourados que logo caíram em meus ombros e costas. No final, desliguei-o e me encarei mais algumas vezes, satisfeita com o resultado. Para terminar tudo passei um hidratante sem cheiro nas pernas e braços, perfume Chanel nº5 no pescoço e dei alguns retoques. Pulseira fina, cordão delicado e anel no dedo do meio da mão esquerda.
- Tudo bem, ótimo.
Fui mais uma vez para o quarto e vi Lilly simplesmente linda usando um vestido branco que destaca seus seios, cabelo solto e médio, e para completar uma maquiagem destacada. Sorri ao olhá-la.
- E aí, gostou?
- Você está... sem palavras - respirei fundo e ela enrubesceu, tirando a toalha que me cobria e apontou para o closet. - LILLY, A JANELA PODIA ESTAR ABERTA! - Corri até lá e coloquei uma lingerie creme com rendinhas.
Vai que a noite termina de um jeito que nem imagino? Tenho que estar preparada.
- Vamos, faça uma coisa útil e me ajude.
Lilly ficou atrás de mim e pegou meu vestido. Passei-o pelas minhas pernas, coxas, quadris e depois braços. Ela fechou a parte de trás e ajeitou as alsas, deu um tapinha na minha bunda e segurou minha mão, girando-me de repente. Ri.
- A gente vai arrasar.
- Arrasar? Palavra do vocabulário da minha mãe - levantei as sobrancelhas tirando coisas espalhadas do quarto e colocando-as em seu devido lugar. Ela bufou mas não disse nada.
Fechei a porta do closet, arrumei o lençol da cama e pus os travesseiros decorativos por cima. Eu e ela fomos para frente do espelho dar uma última olhada avaliativa e nossos olhos se encontraram através do mesmo.
- Acha que Ryan vai me notar, Ana? - Ela perguntou, esperança e expectativa eram notadas em sua voz.
- É impossível não notar uma garota incrível como você.
- Diz isso porque é minha melhor amiga. Você sabe, tento chamar a atenção dele desde o colegial e nada acontece - ela deu de ombros, olhando para baixo. - Talvez ele não seja o cara certo.
- Posso ser sincera? - Me virei para ela, entrelaçando nossas mãos. Ela me encarou. - Eu acho que você merece coisa melhor, mas o coração não escolhe quem ama. Sei bem o que é isso - disse, lembrando-me de tudo que Chaz fez por mim e do jeito que já tentei de várias maneiras, mas não consigo amá-lo de volta. - Se você acha que Ryan vale a pena invista nele, não desista. Se der errado uma hora sua cabeça vai cansar, e você acabará vendo o que é melhor pra si mesma. E não importa qual decisão você tome, eu estarei aqui.
A única reação dela foi sorrir fraco com os lábios, soltar nossas mãos e me abraçar forte. Acariciei sua nuca até chegar nas costas, desci mais um pouco e apertei sua bunda.
- Já te falei que você fica mais gostosa ainda com esse vestido? - Ela riu, se afastando e respirando fundo.
- Bobona.
- Vem, vamos tirar uma foto.
Fui até a gaveta da minha cômoda e peguei a câmera profissional que tenho desde meus 14 anos. É tipo um hobby. Gosto de ir no Central Park num dia de outono e tirar fotos de folhas amarelas desbotando-se e caindo no chão, essas coisas bem clichê, mas que são gostosas de se fazer.
- Diga x.
Falei e sorrimos. Fizemos várias poses diferentes, e a maioria dela loucas: mostrando a língua, fazendo biquinho, empinando a bunda, mandando beijo, beijando a bochecha uma da outra, e as clássicas na frente do espelho de corpo todo que fica dentro do meu closet. Peguei uma bolsa pequena e coloquei meu iPhone e identidade.
- Vou te esperar lá embaixo - disse Lilly tirando um pouco o cabelo que tentava cobrir seu rosto e saindo do quarto.
Peguei o gloss e passei-o nos meus lábios, rocei-os e antes de sair dei uma última olhada no relógio: 9h05. Justin já deve estar chegando. Ele passou o dia na casa do Ryan e vem aqui só para me levar. Fechei as cortinas, a porta e desci os degraus.
- A casa fica tão vazia sem sua mãe. Ela faz as melhores panquecas do mundo - disse Lilly sentando-se na cadeira do pequeno bar que temos no canto da sala. Sorri.
- É, eu sei. De pensar que daqui a algumas horas ela vai pisar em Londres... quero ter a oportunidade de fazer isso, um dia.
- Qual é, seus pais são podres de ricos, é só pedir e você já tem a passagem na mão - ela revirou os olhos e bateu o pé várias vezes no chão, impaciente.
- Se eles fossem tão fáceis assim tudo seria menos complicado - a campainha tocou. - Vamos?
- Festa de arromba do Ryan Butler, aqui vou eu! - Rimos e abri a grande porta.
Justin está lindo, como sempre. Cara de bravo, emburrado e marrentão. Quem não conhece ele acaba pensando que é assim mesmo, mas no fundo ele é um garoto fofo e que adora um dengo.
- O-oi - disse ele, me olhando de cima a baixo. Colocou a mão em minha cintura sem segurá-la e beijou minha testa.
- O que foi, Jus? Te vendo assim parece que nunca me viu arrumada - comentei.
- É que cada dia que passa você fica mais bonita - inclinei a cabeça, sorrindo abobalhada.
- Idiota, você também está uma graça. Meio largado, mas uma graça.
Ele cumprimentou Lilly e fomos em direção a sua Range Rover, um sonho. Só não é melhor que meu Audi. Li acomodou-se no banco de trás e ficou mexendo no seu BlackBerry, com certeza fotografou-se no meu quarto e está postando tudo agora. Sorri.
- O que foi? - Perguntou ele, dando partida.
- Ah, nada. Só uns pensamentos bobos. Como está tudo lá?
- Bem, conseguimos arrumar as coisas e tem umas bebidas maneiras - levantei a sobrancelha.
- Não vai ficar bêbado, hein? Quero que me traga pra casa, Bieber.
- Ei, calma. Falando assim parece que sou irresponsável.
- Quer mesmo que eu diga quantas vezes tive que dormir na casa dos seus amigos por que me dei ao luxo de ir com você sem saber que só iria estar sóbrio o suficiente pra dirigir no dia seguinte? - Ele engoliu seco. Adoro deixá-lo sem saber o que responder.
- Hoje vai ser uma noite inesquecível, Anastasia. Presumo que não vai ficar com tanta pressa para vir embora.
- O que quer dizer com isso?
- Deixe rolar e descobrirá.
Às vezes ele consegue ser insuportavelmente misterioso. Depois de virarmos mais algumas ruas, pararmos em alguns sinais e todas essas coisas de trânsito, chegamos na casa de Ryan. Tem coisas típicas de festa: adolescentes no lado de fora - conversando, se beijando ou quase transando -, adolescentes dentro da piscina - com roupa, de biquíni ou semi nus - e adolescentes dentro da cozinha - fazendo bebidas podres para depois te desafiarem a beber -. Saí e puxei o banco para Lilly que veio logo atrás de mim.
- Preparada? - Perguntou ele, envolvendo nossos braços. Encarei-o.
- Já nasci preparada, meu amor.

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